encomenda'10

a encomenda (performance) os intérpretes que estiveram em palco em não temos Pátria, temos barbatanas, convivem anonimamente com os que foram seus espectadores, conversam em pequenos grupos distribuídos por todo o espaço. De súbito, inesperada e coordenadamente desenvolvem uma acção aparentemente despropositada. Despem-se, recolhem os seus haveres, as suas roupas, os seus sapatos e “depositam-se” em embalagens de correio que selam e endereçam para outrem, para um destinatário, para um outro lugar ou para si. 
foi uma surpresa! Foi uma reacção sabe-se lá a quê? Foi uma solução do momento, um ir ficando com saudades de si, ou é simplesmente uma transição?
um dos seis intérpretes, dirigiu-se-me, pediu-me que o acompanhasse, conduziu-me de mão dada. De um modo íntimo e intrigante, levou-me para um outro lugar. Numa procissão comandada por cada um dos intérpretes, todo o público foi conduzido para o palco, através de um corredor de serviço. Subverte-se a situação e convertem-se os espectadores em intérpretes, em elementos de uma instalação, abolindo-se assim o seu anterior estatuto de “observador”.

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